Copy
Oferecido exclusivamente pela: arte de parar um texto no meio pra comprar camisa e acabar fazendo outro texto

A arte de não saber pedir nada

O que tem pra hoje?

Uma conversa sobre pessoas que não sabem pedir nada. E por "pessoas" entenda: eu. Ainda tem um pouco de Faking It, Carmilla, The Legend of Korra e camisas legais, ou seja: mais eu. E marcadores do CC! No final alguns avisos importantes. 

Links surpresa

Olá, <<Qual é o seu nome?>>, se você clicar aqui você vai ver meu post preferido dessa semana. Aqui você vai repensar o que é vestir roupa. Aqui para ouvir uma coisa legal. Umas dicas para a vida. Ah, que se dane, vou indicar isso aqui porque isso é importante para mim. E uma coisinha fofa

INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

Eu tive uma infância complicada, crescendo nas redondezas de uma cidadezinha, onde a água era tão escassa que às vezes para tomar banho a gente tinha que usar um latão de lixo. Bem, não dava para negar que era divertido. Só não dá pra dizer o mesmo sobre crescer em um ambiente assim. De algum modo, isso me deu um senso de independência, que parece ser algo super legal. Quem não quer ser independente? Mas a independência em si... quando você vira o jogo, se torna estar sozinho. Não poder contar com ninguém. É bem deprimente, se você pensar. 

Agora, só uma parte disso é realmente verdade sobre mim e no meio da verdade só importa uma coisa: eu virei essa pessoa que tem problemas para pedir ajuda.
 

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ FAZ AS COISAS SEM PEDIR

Eu percebi que não peço nada. Para o bem ou para o mal.

No ConversaCult, por exemplo, isso foi bem para o mal. Como eu vivo nessa utopia interna em que ninguém precisa pedir pra fazer, eu simplesmente saía fazendo as coisas. Se eu precisasse resolver algo, eu usaria todos os meus recursos para resolver antes de pedir ajuda para alguém. Só que como fui eu que criei o blog isso mandava uma mensagem errada para o resto da equipe: ESSA PORRA É MINHA EU FAÇO O QUE QUISER.

Apenas:
 

Levei 3 anos pra perceber que ninguém tinha entendido que podia fazer o que quisesse também. Ainda assim, continuam pedindo autorização e/ou não fazendo. Ser livre é tão difícil assim? Pra caralho.

Agora eu tenho treinado pedir pra fazer as coisas no ConversaCult, tem sido difícil. Agora mesmo, por exemplo, acabo de perceber que já estou escrevendo essa newsletter sem ter pedido no grupo para fazer a de hoje (fui pedir).
 
Não vou pedir desculpa pelos palavrões, eu não acredito em palavras erradas e não vou entrar em uma discussão sobre palavras impróprias. PARE, CÉREBRO. Tem problema pra você ter palavrão, <<Qual é o seu nome?>>?

PEDIR É ALGO MUITO LEGAL


A não ser que você seja essa mulher. SAI DO CAMINHO, DESGRAÇA


Pedir pode ser uma ferramenta poderosa, ainda mais para mostrar que os outros são importantes. Aparentemente o senso de importância das pessoas no mundo está ligado a ser sentir necessário. Se você quer fazer a diferença, ser lembrado, deixar uma marca, virar o Gus ou sei lá, é por causa desse anseio por validação. E como você é validado? Sendo necessário. Você quer que alguém se importe com você, considere a sua opinião, precise de você.  (me corrija se eu estiver errada, <<Qual é o seu nome?>>

Enquanto isso, ser independente é dizer para o outro: você é descartável.
 
Quantas mensagens erradas eu mandei para as pessoas.

No caso do CC, pedir não é só uma forma de mostrar que eu me importo com o que os outros pensam do blog, como também é um modo de colocar todo mundo por dentro do que eu to fazendo. Pedir é respeitar. 

Mas saber dessas coisas torna pedir mais fácil? Não.
 

COMPRAR UMA CAMISA NUNCA FOI TÃO SOFRIDO

Esse email surgiu por causa de uma maldita camisa de The Legend of Korra que está hoje no Teefury. Eu não tenho palavras para descrever O QUANTO EU QUERIA UMA CAMISA BONITA DE KORRA/AVATAR HÁ SÉCULOS. NESSA AINDA TEM O AANG, A KORRA, OS ELEMENTOS, É UMA CAMISA BOA E TÁ BARATO.
 

Corre no Teefury que é por tempo limitado, ainda tem 20% com blackfriday20. Aproveitando, Natal tá chegando e eu fico MUITO feliz com qualquer coisa de Avatar. 

Pra dar uma ideia, eu sentia uma sensação ruim no peito só de pensar em não conseguir comprar. E eu tive que pensar, porque eu não tava conseguindo comprar. A camisa só fica lá 24 horas, ainda tá com desconto de Black Friday. O que fazer?

Resposta óbvia: pedir o cartão emprestado pra alguém.

Assim eu descobri duas coisas.

1- Eu não sei pedir.
2- Eu me sinto mal pedindo.

Fui falar com o meu amigo, é claro que eu queria pedir pra ele comprar a camisa pra mim, só faltava eu aceitar isso. "To aqui tentando ver o quão mal eu vou me sentir se não comprar a camisa de Korra" - eu disse pra ele, porque aparentemente não tenho capacidade de escrever "Compra pra mim?" Enquanto isso, eu morta na cama olhando para o celular e sofrendo lentamente sem poder comprar minha camisa. No fim, acabei tomando vergonha na cara e pedindo. 

E eu nem to falando de uma pessoa desconhecida, to falando do meu amigo mais antigo que já fez mil coisas comigo e por mim. Pedir uma camisa de 13 dólares (com frete) que eu pagaria? Uma tortura.

Depois que ele falou que podia, a sensação ruim não era mais de não ter a camisa, era de ter que pedir algo. 

 
WOW. Imagina se eu crio um desafio de pedir coisas? Tudo o que eu for fazer, tenho que pedir pra alguém. QUEM QUER ME DAR BANHO? -NNNNNNNNNNNNNNNNNNN HAUHUAHUHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUAHUAH Tá, não. 

Aproveitando, fica aqui a dica para você assistir The Legend of Korra, já fiz um post com 9 motivos, farei mais porque os motivos são eternos. Você pode assistir sem ter visto o Aang, são personagens diferentes. E eu to no twitter @danagrint pra você surtar comigo.

VOU FAZER ISSO (tradução: você quer fazer comigo?)

Para você ver todo o drama que rolou só por causa de uma camisa, e só pedi porque eu tava mesmo desesperada para comprar. Aliás, lembrei de uma vez que fui pedir a opinião do Diego em algo, mas o que eu literalmente disse pra ele foi: VOU FAZER ISSO NÃO IMPORTA O QUE DIGAM.

Ah, e se você está lendo isso, Diego, está aqui mais um motivo que me torna parecida com a Lauren. Se você não entendeu,
<<Qual é o seu nome?>>, nós dividimos os personagens de Faking It entre nós: ele é a Karma e o Shane, eu sou a Amy e a Lauren. Nós realmente temos trilhões de coisas parecidas com esses personagens, o que torna a série às vezes uma jornada de descoberta sobre nós mesmos. Aproveitando, minha análise da 2ª temporada já saiu.
 
Acho que um gif nunca representou tão bem meu cérebro.


Eu tinha pensado em terminar esse email aproveitando para pedir para vocês responderem, comentarem no blog e sempre compartilharem os textos que gostam. E meu cérebro já tava completando com "NÃO QUE EU PRECISE DISSO, EU CONTINUARIA FAZENDO DE QUALQUER JEITO". Bem, eu continuaria mesmo fazendo de qualquer jeito, porque eu adoro escrever, mas também é importante. Acho que muita gente aqui tem blog e sabe como comentários são o combustível da blogagem. Só de compartilhar, dizer o que tá gostando, o que não concorda ou curtir uma publicação já é uma forma de saber que você apoia. Porque eu sei que você tá aí, lendo esse texto, mas é importante saber o que os fantasmas pensam para a conversa poder fluir. Imagina só, textos com o que você quer saber no blog! 

Passou aqui pela minha cabeça agora uma Iniciativa Ghostbusters ou Iniciativa Buffy the Vampire Slayer, WOW, ISSO REALMENTE PODE FUNCIONAR. MUITO OBRIGADA PELA IDEIA, <<Qual é o seu nome?>>.
Ai, vida, sempre termino a newsletter querendo falar tanto mais. Quero falar mais sobre como é fazer o CC, quero falar de como eu sou ruim pra falar sobre estar mal, quero falar sobre estar mal (e a lista vai crescendo). Também descobri que aparantemente eu... 
 
Sim, estou usando esse gif da Carmilla a exaustão, porque sim.

Ah, deixa pra lá.

Mas agora, <<Qual é o seu nome?>>, PODEMOS BRINCAR DE PEDIR?

É assim, vou te pedir uma coisa e você me pede outra. Meu pedido: Responde esse email falando algo que você quer ver no CC/saber! (além de responder sobre todo esse drama de não saber pedir, porque né. só eu tenho esse problema?)

E olha o que chegou pra mim. Quer cartinha de Natal com marcador do CC??? Eu invento o que vou pedir em troca no caminho. 
 


Espero a sua resposta, <<Qual é o seu nome?>>. Agora vou lá terminar de escrever o Clube de Escrita de final de NaNoWriMo. :( 

-dana

 
Em outras notícias, acabei de quebrar a mesa da escrivaninha. Aí a internet parou e nesse meio tempo eu consegui consertar usando um prego, um troço de metal que eu encontrei nas coisas do meu avô e um lápis. E O MEU AMIGO COMPROU A CAMISA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esse é o último dia do mês Super Girl Power :( Mas nem adianta ficar triste, porque tem uns 5 textos que eu ainda não consegui colocar no blog e o João ainda nem fez os dele (João entrando em pânico HUAHUAH). 

O último texto das sextas Mulher Maravilha: da polêmica ao cinema já está lá e, <<Qual é o seu nome?>>, foi um PARTO pra sair. Quero até fazer um Clube de Escrita sobre essas sextas. Por outro lado, acabei fazendo uma pesquisa sobre filmes lucrativos vs. filmes protagonizados por mulheres que foi bem legal. Você sabia que Maze Runner foi melhor no cinema que Divergente??? 

Mas por agora, deixo apenas essa pergunta: Qual foi a primeira super-heroína criada?
Chegamos ao último mês do ano, o que significa a última parada da viagem: Brasil. O Paulo já atualizou o grupo com as coordenadas, mas basicamente a proposta é que você leia algum autor brasileiro. Novo, velho ou o que for não importa, apenas aproveite dezembro para colocar um pouco de Brasil nas suas leituras. Compartilhe lá no grupo a sua escolha
Copyright © 2014 ConversaCult, All rights reserved.


unsubscribe from this list    update subscription preferences 

Email Marketing Powered by Mailchimp